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Avenida Eiffel, 819 - Aquarela das Artes Bairro Planejado,
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19 de AGOSTO

Aquarela Brasil é o primeiro bairro a receber mudas de projeto de extensão da UFMT

O Aquarela Brasil Bairro Residencial com gestão administrativa é o primeiro local de Sinop a receber as plântulas do projeto de extensão do Laboratório de Ictiologia Tropical (LIT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), “Jardineiros do rio”, que é desenvolvido através de estudos dos peixes frugívoros (que se alimentam de frutos) do rio Teles Pires como Matrinchã e Pacus, que tem por objetivo verificar as sementes e frutos que os peixes comem.

 

O bairro, que conta com um lago onde há várias espécies de peixes, recebeu cinco mudas sendo três de Figueiras (Ficus gomelleira Kunth) e duas de Pimenteiras (Licania parvifolia Huber), três dessas plântulas foram afixadas na beira do lago para que futuramente os peixes possam se alimentar com essas espécies nativas que foram produzidas oriundas do trato digestivo de Pacus e Matrinchãs. A coordenadora do projeto Dra. Lucélia Nobre Carvalho disse que “As sementes dessas árvores foram retiradas dos estômagos dos peixes e colocadas para germinar no LIT e agora que elas atingiram um tamanho possível de identificação, 3 anos após a semeadura, é possível fazer o plantio”. Placas que identificam a espécie de árvore e do peixe que a consumiu, a data em que foi coletada, foram fixadas nos locais onde as mudas foram plantadas.

 

“As mudas serão plantadas também em parques e em outros bairros de Sinop”, mencionou Lucélia, que é moradora do Aquarela Brasil e disse que escolheu o bairro, “Porque a associação é muito unida, todo mundo tem muita disponibilidade e abraçou o projeto. Aqui no Aquarela Brasil temos jardineiros que são totalmente dedicados e eu posso estar vindo regá-las, então é a maior satisfação estar plantando aqui”.

 

Para a gestora da Associação Aquarela Brasil, Dominique Benes, o projeto tem tudo a ver com o bairro, com o trabalho que a associação desenvolve em torno da manutenção do meio ambiente e da preservação do mesmo. “Nos sentimos privilegiados por ela escolher o Aquarela Brasil e agora será mais um ponto turístico do bairro para as pessoas virem visitar. Assim elas podem ver como está sendo desenvolvido o projeto”.

 

Outra moradora do bairro, Carmem Lopes de Farias, mencionou sua satisfação em receber o resultado dessa pesquisa de extensão. “É um privilégio ter uma universidade na nossa cidade que se preocupa em olhar para nossa comunidade e trazer os resultados, ensinar a gente a cuidar do nosso quintal, que é o nosso bairro, esse é um presente para nós, estamos muito felizes, recebemos muito bem esse projeto e esperamos ampliá-lo e multiplicá-lo”.

 

O Laboratório de Ictiologia Tropical (LIT), coordenado por Lucélia, conta com o apoio constante de sistematas de diferentes especialidades e de distintas instituições brasileiras (p.ex. INPA, UFMS, MZUSP, UFRGS, UEM, UFPA) e abriga uma coleção de cerca de 3.023 lotes, com 19.309 exemplares de 354 espécies encerradas em 38 famílias de peixes. Os lotes que compõe a coleção são de amostragens no norte do estado de Mato Grosso, bacia do médio rio Teles Pires.

 

O projeto de extensão Jardineiros do rio permite identificar quais espécies de plantas da vegetação ribeira os peixes estão comendo e como essa informação pode auxiliar na regeneração florestal. Ele nasceu da dissertação de mestrado de João Batista dos Santos Júnior, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, sob a supervisão de Lucélia.

 

Fonte: Assessoria

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